Da Redação do CP Notícias
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Tocantins (Sisepe-TO), Cleiton Pinheiro, voltou a cobrar, nessa quarta-feira,4, em Brasília, ao Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento dos embargos do Governo do Estado, impetrado contra o Acórdão da decisão que garantiu o reajuste dos 25% aos servidores públicos do quadro geral e da saúde do Executivo Estadual. Ministro Ricardo Lewandowski é o relator do processo.
Pinheiro foi pessoalmente ao Gabinete do ministro cobra o fim do julgamento do processo na Corte.
Confira a seguir o vídeo gravado em Brasília pelo presidente do SISEPE.
Nas contrarrazões apresentadas ao Ministro Lewandowski, em abril do ano passado, o Sisepe requer também, que o Governo seja multado por litigância de má-fé.
Para o SISEPE, o novo recurso do Governo tem a finalidade única de protelar o pagamento dos 25% aos servidores já garantidos pelo próprio STF em decisão anterior.
Entenda
A entidade sindical considera, ao contestar os embargos, que o Governo do Tocantins, “traz os mesmos argumentos, os quais já foram rechaçados pelo relator, sendo que esta prática fere a dignidade da justiça, visando procrastinar o feito, para impedir seu trânsito em julgado. O referido Acórdão ora recorrida não merece qualquer reforma, porque, data vênia, é justa e foi prolatada em sintonia com as normas vigentes que regem a matéria e a pacífica jurisprudência dos tribunais”, argumenta o sindicato.
Para o Sisepe, se observa claramente que foi julgada toda a matéria ora em discussão, não restando espaço para qualquer omissão, obscuridade, contradição ou erro material, requisitos para os Embargos de Declaração.
“Os embargos declaratórios prestam-se exclusivamente a sanar omissão, contradição, obscuridade ou corrigir erro material da decisão embargada, que não é o caso, vez que o Acórdão retro destacado, deixa claro o posicionamento do Pleno do STF acerca do caso concreto, tendo se manifestado sobre todos os pontos abordados pelo embargante, ainda nos embargos de declaração anterior”, afirma. A entidade reafirma, no documento, que a intenção do governo, ao impetrar novos Embargos de Declaração, é medida “protelatória ao bom andamento do processo, e assim, a parte requerida vem requerer a aplicação da multa prevista neste dispositivo, tendo em vista a conduta de litigância de má-fé praticada pelo ora embargante”.
Na semana passada, o presidente do Sisepe, Cleiton Pinheiro criticou a atitude do Governo do Estado. Conforme explicou Pinheiro, a gestão busca, mais uma vez, embargar o que já foi embargado. “Tudo o que foi colocado nesses Embargos já foi amplamente discutido no processo, inclusive, no relatório da Ministra Carmem Lúcia e no seu voto, teve divergência de alguns ministros, mas elas foram superadas. Também foi pedido vistas durante o julgamento dessa ADI, depois ela retornou ao Pleno e em 2016 ela foi julgada favorável aos servidores”, relata Pinheiro.
Histórico
Em nova tentativa de barrar o reajuste de 25% dos servidores públicos do Executivo, o Governo do Estado interpôs no dia 10 de abril do ano passado, no Supremo Tribunal Federal (STF), um novo recurso questionando o Acórdão da decisão proferida no dia 22, do mês março. No Acórdão agora questionado pela gestão de Carlesse, o STF negou provimento aos embargos do Governo e manteve o reajuste aos servidores concedido no ano de 2007 e depois suspenso pela gestão.
Nos
Embargos de Declaração com efeitos infringentes (também conhecido como Embargos
dos Embargos), o Governo questiona pontos da sentença e pede para o STF modular
os efeitos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). Entre as solicitações
postas pelo Governo, no novo recurso, está a modulação do Acórdão da Decisão,
que não teria discutido o restabelecimento das leis já revogadas e nem em que
momento os 25% passarão a ser aplicados, o que segundo o SISEPE, ficou claro no
Acórdão, tendo em vista que a decisão tem efeito Ex tunc, ou seja, retroage ao
ano de 2008.
Em março de 2016, o Pleno do STF decidiu que as leis aprovadas em dezembro de
2007, revogando o aumento concedido dias antes, também por lei, é
inconstitucional. Ou seja, o aumento salarial de 25% foi legalmente concedido
aos servidores, tendo direito a ele com a sanção da lei no dia 3 de dezembro de
2007, com efeito financeiro a partir de janeiro de 2008. O aumento foi
concedido aos servidores do Quadro Geral e da Saúde. Em 2010, a relatora da ADI
ministra Carmen Lúcia, apresentou seu voto onde reconheceu o direito dos
servidores ao aumento.
No TJ-TO
O presidente do SISEPE defende que os servidores estão há muito tempo esperando
o desenrolar desse assunto e espera que a execução do direito ocorra com mais
celeridade. “Era para os servidores estarem recebendo esse aumento desde 2008,
e no nosso Mandado de Segurança solicitamos a implementação definitiva dos 25%
e o pagamento dos retroativos gerados desde 2008”, destaca Pinheiro. O Mandado
de Segurança do Sisepe, impetrado em 2008, no Tribunal de Justiça tem como
relatora a desembargadora Ângela Prudente.




me engana que eu gosto sisepe.
o governo claramente faz o que quer nesse Estado os servidores já ganharam o direito é só pagar aí eu pergunto cadê os ditos representantes do povo os deputados tanto estaduais como os federais e os órgãos da justiça que não protocolam representação contra o gestor estadual. Por outro lado a sociedade precisa escolher melhor seus representantes e não ficar reelegendo os que já estão no poder sugando a população com taxas e impostos que sobem todo ano.