Da Redação do CP Notícias

O ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB) declinou da decisão de permanecer em frente ao prédio da Controladoria-Geral da União (CGU), em Palmas, onde estava acorrentado e sem comer desde às 5h30 de hoje. Amastha que ficou no local até por volta das 9h30, foi recebido pelo superintendente do órgão no Tocantins, Leandro da Cruz Alves, responsável pela nota técnica que serviu de argumento para a Polícia Federal deflagrar a Operação Carta Marcada, que investiga desvios de R$ 15 milhões em contratos de locação de veículos, na época em que ele era gestor.
Conforme apurou a reportagem, Cruz Alves disse ao ex-gestor que a nota “não teve um objetivo específico de prejudicar o ex-prefeito, que a CGU é um órgão técnico e não entra em meandros político. Este trabalho a gente faz nos 139 municípios do Tocantins”, esclareceu. O superintendente teria, inclusive, teria sido categórico em defender o trabalho da Controladoria-Geral da União, ao afirmar que é papel CGU fiscalizar o fundo municipal da saúde, uma das fontes utilizadas para o pagamento das locações alvos da Operação Carta Marcada.
Conforme noticiado pela Coluna do Portal CT, o superintendente lembrou, ao receber Amastha, que a Operação Carta Marcada não tem apenas a CGU envolvida. “A Polícia [Federal] com certeza tem outros argumentos”, diz Leandro Alves, sugerindo ao político que uma visita a corporação seria até “mais produtivo”, o que o pessebista assentiu que iria fazer, mas reforçou que a nota técnica foi o que “ocasionou todo o problema”.
Críticas nas redes sociais
A decisão de Amastha em se acorrentar gerou memes e críticas nas redes sociais. Alguns internautas questionaram porque o ex-prefeito não foi protestar em frente a sede da Polícia Federal e pedir explicações por lá. Outros avaliaram o protesto como uma jogada de marketing político. “Porque o ex-prefeito não faz essas gracinhas na porta do MPF, Polícia Federal e Justiça Federal? A formiga sabe qual a folha que corta!!!”, criticou um internauta ao comentar a notícia do acorrentamento do político.
“Querendo mídia!!! É uma piada mesmo esses caras”, criticou outro. Em outro post, outro internauta disse: “Já pensou se todos fizerem assim, vai faltar corrente”.
Desde a semana passada, quando a Operação prendeu ao menos cinco ex-secretários de sua gestão e fez buscas em seus endereços na Capital, o ex-prefeito vem acusando a CGU e a PF de destruírem sua honra e de pessoa ligadas a ele. Para o político, a nota da Controladoria, aponta um prejuízo que não existe.
Na sexta-feira, 24, o ex-gestor foi ao órgão e, como estava fechado, afixou ofício pedindo uma coletiva de imprensa para esta segunda-feira, 8, às 8 horas. Para se acorrentar, Amastha usou dois cadeados, um numa árvore e outro na perna.



