Cidades

Por dívida de R$ 700 mil Unimed Palmas suspende atendimento aos usuários do Assemp

Por Dermival Pereira

A Unimed Palmas suspendeu no sábado, 23, o atendimento do Plano de Saúde aos servidores vinculados a Associação dos Servidores Públicos de Palmas (Assemp).  O Motivo, segundo alegou a empresa em notificação feita à Assemp no dia seis deste mês, é que a associação deve um valor de R$ 768.831,71 (Setecentos e sessenta e oito mil oitocentos e trinta e um reais e setenta e um centavos), por serviços já prestados e não pagos. Na notificação, o prazo para quitação da dívida terminou na sexta-feira, 22.

Conforme a Unimed pontua na notificação, a Assemp se recusou a pagar e a negociar a dívida, e ainda teria sido “desaforada” ao notificar a Unimed Palmas que não iria pagar os débitos. Ainda na notificação, a Unimed informou que além da suspensão do atendimento, o CNPJ da associação será incluído no Serasa, protesto, e adotadas medidas judiciais  para satisfazer o crédito.

Já no site da empresa, uma nota foi publicada com o aviso aos usuários. Na nota, a Unimed diz que “a recusa da associação em negociar ou pagar a dívida antiga e ainda notificar a Unimed de forma desaforada de que não iriam pagar nos levou a notificar a Assemp de várias formas e ao cancelamento do Plano de saúde, dentro dos prazos legais.

Ainda no comunicado, diz a Unimed, “notificamos por escrito, ligamos de telefone gravado, divulgamos para as redes sociais.  A Diretoria da Assemp se escondeu preferindo divulgar notícias falsas de desconhecimento dos fatos. Não restou opção à Unimed senão o cancelamento do plano conforme notificação”.

Transtornos

O impasse entre a empresa e a associação já traz transtornos aos usuários. Caso da servidora pública, Laura dos Anjos, que faz uso do plano há 16 anos. “Estou indignada, pois tenho esse plano desde 2003 e nunca tinha utilizado, salvo em consultas de rotina, mas agora estou precisando, tendo em vista que sofri um acidente e estou acamada, locomovendo com ajuda de muletas ou cadeira de rodas”, relata.

A servidora ainda revela a luta de parte da categoria para manter o atendimento do plano. “Na mais recente assembleia geral que tivemos, fui categórica em dizer que o plano de saúde não poderia acabar e que deveríamos pagar com a ajuda da Associação, pois tínhamos várias pessoas em processo de tratamento, mulheres grávidas, pessoas também acamadas, mas o que não imaginava na ocasião, é que eu também estaria nessa situação. Então, venho aqui demonstrar minha indignação com essa gestão da Assemp, na pessoa de seu presidente, Cleison Nunes que não teve a espertiz necessária para que esse momento não chegasse”, reclama a usuária.

O Portal CP procurou o presidente da Assemp, Cleison Nunes para que apresente sua versão sobre os fatos e aguarda resposta. O Espaço continua aberto.

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