Da Redação do CP Notícias

O vereador de oposição, Milton Neris (PDT), apresentou documento em que contesta nota da prefeitura de Palmas, na qual a gestão afirma que a servidora que estava diretora presidente da Fundação Escola de Saúde Púbica (Fesp), recebia proventos de R$ 3.920,00 mensais, incluindo vencimento e gratificação. No documento, extraído do Portal da Transparência, pelo parlamentar, fica comprovado que a servidora recebeu a remuneração R$ 11.181,92, valor bruto, nos meses de janeiro e fevereiro e de R$ 19.073,00, bruto, em março.
A resposta do vereador diz respeito à Medida Provisória (MP) número 02, protocolada em 18 de fevereiro, e que modifica a organização administrativa do Poder Executivo, também prevendo a equiparação dos salários dos presidentes de agências e autarquias com os dos secretários. No pagamento de março já está incluso o valor previsto na Medida provisória, que prevê em sua minuta, um impacto de quase meio milhão/ano.
Segundo o parlamentar, o legislativo foi provocado pela própria prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), que cobrou agilidade na aprovação, durante esta semana os vereadores reagiram e questionaram aumento de salários em plena pandemia da Covid-19 e os custos disso ao cofre público.
Em nota divulgada a imprensa, a prefeitura diz que apenas a servidora em questão necessita desta equiparação, mas no texto de justificativa da MP enviada à Câmara, a gestora diz que essa medida geraria um ônus de cerca de meio milhão de reais/ano (R$ 500 mil) com equiparação salarial já neste ano, bem como nos anos seguintes.
Com o salário de R$ 3.920,00 anualmente o ônus seria de cerca de R$ 50 mil e mesmo se pagando o salário pago aos demais presidentes de autarquias, que é de R$ 9.600,00, ainda assim não corresponderia aos quase R$ 500 mil, mas R$ 124 mil.
“Tenho repetido que falta transparência nas ações da Prefeitura. Que diferença de valores é essa? Mas, o pior é a gestão não assumir publicamente e ainda tentar seduzir a opinião pública”, observou o vereador.
Neris lembrou que atualmente os custos com salários de membros dos primeiro e segundo escalão e cargos de chefia na estrutura do Executivo municipal são de R$ 44.859.000,00, sendo 20 secretários, 24 secretários executivos e 10 presidentes de autarquias, além dos diretores e gerentes. A servidora foco da discussão é efetiva no cargo de psicóloga.
Veja os demonstrativos de pagamentos da servidora em questão





