
Prefeito Dotozinho (E) e o vice, Letim Leitão. Foto: Divulgação
Por Dermival Pereira
A Câmara de vereadores de Novo Acordo está discutindo a cassação do vice-prefeito da cidade, Leto Moura Leitão Filho (o Letim Leitão), do PRB, por se ausentar da cidade em um período superior ao prazo de 15 dias. Letim está preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP), desde o dia 10 janeiro sob a acusação de ser o mandante da tentativa de homicídio contra o prefeito da cidade, Elson Lino de Aguiar (o Dotozinho), do MDB.
A informação é do presidente da Câmara, vereador Jordel Macedo (DC). Segundo Macedo, a medida está sendo discutida pelo Jurídico da Casa de Leis e o procedimento será instaurado na próxima sessão plenária que ocorrerá nesta quinta-feira, 21. “A Lei Orgânica do Município prevê que o prefeito e o vice não podem se ausentar da cidade por mais de 15 dias, então o procedimento será instaurado em virtude do que diz a lei”, explica o vereador.
Conforme Macedo, “não se trata de perseguição política contra Leitão, mas do que diz a lei, nossa posicionamento é que a lei orgânica do município deve prevalecer, mas essa matéria terá todo um trâmite, ainda será discutida”, disse.
Questionado se o vice-prefeito continua recebendo seu salário, o vereador disse
que não. “Pelo que fiquei sabendo, logo depois do atentado ele não recebeu
mais, mas, não sei precisar o motivo”, finaliza.
Investigações
O prefeito foi atingido em sua residência, por três tiros disparados por um
motoqueiro, um dia antes da prisão de Letim, sendo que um dos disparos atingiu
o rosto do gestor que perdeu a visão de um dos olhos. Além do vice, também estão
presos acusados de participação no crime, o empresário Paulo Henrique Sousa,
que seria o mediador e Gustavo Araújo da Silva, acusado de ser o autor dos
tiros.
A Polícia Civil por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais
(DEIC), Núcleo de Porto Nacional, responsável pelas investigações do caso
cumpriu nos últimos dias, mandados de busca e apreensão de documentos naquele
município e também na Capital. Até o momento, mais de 18 pessoas já foram
ouvidas pelo Polícia Civil, incluindo o próprio prefeito. O Inquérito ainda não
foi concluído.
Um dos motivos, segundo a polícia, que teria levado Leitão a encomendar o
assassinato do gestor, seria a não divisão de uma propina de desvio de verba no
valor de R$ 800 mil por parte do prefeito. A polícia não especificou, até o
momento, de qual convênio e nem fonte de receita do município teria ocorrido os
desvios dos recursos que deram origem a suposta propina. Já a defesa do
prefeito nega que haja qualquer esquema de desvio de verbas no município por
parte da atual gestão.
O Portal CP acionou a prefeitura de
Novo Acordo para falar sobre a remuneração do vice-prefeito e aguarda resposta.
O espaço continua aberto.



