Por Dermival Pereira

A juíza da Comarca de Novo Acordo, Aline Bailão Iglesias, decidiu que o vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (o Letim Leitão), do PRB, irá a júri popular pela acusação de ter encomendado a morte do prefeito da cidade, Elson Lino de Aguiar (o Dotozim), do MDB. O crime aconteceu em janeiro de 2019, e na ocasião, Lino foi baleado no rosto e no braço, mas sobreviveu.
A decisão também se estende a outros três acusados de participação no crime. São eles: o empresário Paulo Henrique Sousa e Kelly Fernanda Carvalho, acusados de intermediar a negociação entre o vice-prefeito e o atirador Gustavo Araújo da Silva. Dos quatro suspeitos, apenas o atirador está preso, os demais respondem o processo em liberdade.
Entenda
O crime ocorreu em 9 de janeiro do ano passado, na residência da vítima, localizada no Centro da cidade de Novo Acordo, a 110 km de Palmas. Na data dos fatos, por volta das 15 horas, o executor chegou à residência do prefeito, passando-se por um conhecido e aproveitou que uma das portas da casa estava aberta para adentrar ao imóvel, dirigir-se até o interior da casa do gestor e efetuar três disparos de arma de fogo. Um dos disparos atingiu o rosto do gestor que perdeu a visão de um dos olhos.
A Polícia Civil por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Núcleo de Porto Nacional, foi responsável pelas investigações do caso e ouviu mais de 18 pessoas, incluindo o próprio prefeito. Os quatro que agora vão júri popular foram indiciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado na forma tentada.



