Por Dermival Pereira
Um vídeo de uma adolescente de 16 anos, grávida, sendo carregada em um carrinho de mão no Assentamento Marcos Correa Lins, localizado entre os municípios de São Domingos e Divinópolis, no Estado de Goiás, revoltou moradores da região. As imagens foram feitas na tarde dessa quinta-feira, 6, após a jovem passar mal e precisar ser retirada as pressas para um hospital.
Moradores disseram a reportagem que a jovem está internada em São Domingos e deve passar por exames médicos nesta sexta-feira, mas não há notícias mais precisas sobre o estado de saúde dela e do bebê.
No vídeo gravado por um morador, a jovem aparece aos prantos, com intensas dores, sendo carregada por moradores em um carrinho de mão, daqueles usados em obras de costrução. No vídeo, as testemunhas acusam o município de São Domingos pela falta de estrada e isolamento da comunidade. “Quando a gente filma e posta o prefeito ainda zanga, isso é uma calamidade muito grande, o que está acontecendo com a gente, como que vamos tirar essa jovem gravada daqui, se tivesse estrada, colocaria em um carro e já levava para o hospital”, relatou um morador no vídeo.
A reportagem conversou com o presidente da Associação de Desenvolvimento do PA Marcos Correa Lins, Hélio Guedes Vieira, que confirmou o fato. “Infelizmente aconteceu, foi ontem à tarde, a moça passou mal, mas em virtude das péssimas condições das estradas dentro do assentamento, ela teve que sair e percorrer cerca de 5 quilômetros no carrinho de mão até chegar onde a ambulância estava”, afirmou, relatando que “todo o percurso do assentamento até a cidade de São Domingos onde ela foi finalmente atendida é de cerca de 75 quilômetros.
Ainda sobre as condições das estradas, Vieira disse que a situação se deve ao descaso do poder público do município de São Domingos. “Todos os anos chove, então se planejar é possível evitar uma situação como essa. Mas o problema é o descaso mesmo, aqui somos esquecidos pelo prefeito do municípios e pelo próprio INCRA, que ainda acha ruim quando o povo reclama”, desabafa.
O assentamento tem cerca de 400 famílias e segundo a comunidade, essa é a única via que daria acesso ao socorro médico.
O outro lado
A reportagem tenta contato com as prefeituras dos dois municípios para que os gestores se posicionem sobre o assunto. Assim que conseguir, a matéria será atualizada com a fala deles.





Triste essa situação
Muito triste essa situação cadê as autoridades desse município senhores prefeito é muito vergonhoso cuide faça as estradas coloque pedra faça uma estrada que vergonha hem afff misericórdia senhor tanto sofrimentos