Da Redação do CP Notícias
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) iniciou na manhã desta terça-feira, 3, o julgamento das Ações de Investigações Eleitoral (Aijes), contra o governador Mauro Carlesse (DEM) e seu vice, Wanderlei Barbosa (PHS). Nas duas ações, eles são acusados de abuso de poder político na Eleição Suplementar, realizada no ano passado. Um pedido de vista do juiz Adelmar Aires Pimenta adiou a conclusão do julgamento, mas o placar de 6 a 0 a favor dos dois políticos já forma maioria.

São autores dos processos o Ministério Público Eleitoral (MPE) e a coligação “A Vez dos Tocantinenses”, do candidato derrotado, Vicentinho Alves (PR). O julgamento será retomado nesta quarta-feira,4, às 17 horas, quando o magistrado deve devolver o processo.
Votaram favorável ao governador, na Aije do MPE, o relator do processo, Marco Villas Boas, o presidente da Corte Eleitoral, o desembargador Eurípedes Lamounier, e os juízes Antiógenes Ferreira, Marcelo Cordeiro, Ângela Haonat e Ana Paula Brandão. Já na movida pela coligação de Vicentinho, a maioria foi formada por Marco Villas Boas, Eurípedes Lamounier, Antiógenes Ferreira e Marcelo Cordeiro. Os demais optaram por votar quando o processo for devolvido.
Mais processos
O governador e vice respondem a mais duas Ações de Impugnação do Mandato Eletivo (Aimes), na Justiça Eleitoral do Tocantins. As Aimes foram ajuizadas pelo candidato derrotado ao governo Cesar Siomini (PSL) e pelo procurador da República, Álvaro Manzano, mas estes processos ainda não estão prontos para julgamentos, pois a Justiça sequer abriu prazo para as alegações finais, última fase de trâmite antes do julgamento.
Na ação, o MPF questiona a extinção de mais de 15 mil contratos temporários, feita pela gestão estadual no dia 1º de janeiro, período vedado pela lei em virtude do período eleitoral. No mesmo processo, Manzano requer ainda, que sejam realizadas novas eleições no Tocantins. Os dois pedidos estão em fases adiantadas de tramitação no Judiciário, com parecer favorável a cassação, do MPF.




Sabemos agora pra onde vai o dinheiro do estado! E não sobra para os servidores: tribunal de justiça, deputados e TRTE. Há TCE.