Política

Corte de salário valerá para servidores que ganham mais de 3 mínimos

Da Redação do CP Notícias

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial no Senado, senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), limitou a possibilidade de corte de salários e jornada a servidores que ganham mais de três salários mínimos — o equivalente, hoje, a R$ 2.994. O texto original, enviado pelo governo em novembro, não estipulava nenhuma linha de corte e, portanto, permitia a redução para todos os funcionários públicos.

 A limitação está prevista no parecer da PEC 186/2019, apresentado nesta terça-feira (10/12) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Fica mantida a possibilidade de que estados, municípios e União possam cortar em até 25% a carga horária e a remuneração de quem recebe acima de três salários mínimos, caso as contas estejam deficitárias.

 Para evitar que o instrumento de contenção de gastos seja usado de forma “desvirtuada”, o relator deixou claro que o motivo da adoção da medida deve ser explicado e detalhado em ato administrativo. O documento deve especificar o percentual específico de redução em cada área, por meio de “clara demonstração de que será minimizado o impacto sobre a população”, diz o parecer.

Novas contratações

Guimarães também inseriu uma ressalva para o dispositivo que proíbe novas contratações no serviço público em caso de problemas fiscais: pelo parecer, a regra não vai se aplicar a médicos. Fora essa exceção, os governos poderão contratar funcionários para substituição de cargos de chefia, desde que não haja aumento de despesa, e para reposição de pessoal, por concurso público, apenas para ocupar vagas já existentes. A segunda regra só vale para cargos efetivos ou vitalícios.

 A PEC também proíbe concessão de vantagens, aumentos e reajustes de salários de servidores públicos, além de promoções e progressões de carreira, em casos emergenciais. No caso da União, essas medidas serão adotadas obrigatoriamente quando houver descumprimento da regra de ouro, que impede que o governo se endivide para pagar despesas correntes, como gastos com pessoal.

 Já em estados, Distrito Federal e municípios, a implementação da medida dependerá de decisão dos chefes dos Executivos locais — ou seja, governadores e prefeitos. Diante da “grave situação fiscal”, o relator afirma que os novos instrumentos serão “bem recebidos”. No parecer, ele cita que 10 estados se enquadravam no critério para adotar as medidas em 2017.

 Após a leitura do parecer, a comissão aprovou requerimentos para que sejam feitas audiências públicas sobre o assunto, antes da votação, de forma que o texto só poderá ser avaliado na CCJ em 2020. Em seguida, a matéria precisa passar pelo plenário do Senado, em dois turnos de votação, e depois pela Câmara. (Fonte: Correio Braziliense).

Resposta de 0

  1. Por que essa regra só para quem ganha até cinco,tem os deputados que só auxílio passa do dez salários mínimos agora pega os que ralar na faculdades para obter um salário melhor digno ,e abaixa. Como disse Boris Casoum isso é uma vergonha.Deputado não é profissão, vereador não é profissão. ..prefeito ,presidente,governador, nada disso é profissão. Eu indignada.

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