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Defesa do Cabo Nelcivan confirma que ele fará exames de sanidade

Por Dermival Pereira

O advogado Indiano Soares e Souza, responsável por defender o Cabo da reserva da PM, Nelcivan Costa Feitosa (conhecido como pastor Nelcivan) confirmou que o militar passará, na próxima sexta-feira, 26, por exames para averiguar sua sanidade mental. O procedimento ocorrerá no Fórum da Capital, e atende pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e do Comando da PM no Tocantins, segundo informado pelo advogado.

Questionado se em caso do exame ser positivo, o militar poderá ser considerado inimputável, mas ficar internado como prevê a legislação, o advogado disse que, “não há essa possibilidade, porque ele tem plenas capacidades mentais. O que há é pressão do Governo para calar o pastor Nelcivan das denúncias de corrupção”, pontuou o advogado, afirmando que, “até o presente momento nenhuma acusação formal foi apresentada, só o Inquérito Policial Militar”.

A Justiça Militar decretou a prisão preventiva do Cabo em um inquérito aberto para apurar ofensas dele contra superiores e o governador Mauro Carlesse (PHS), considerado crime no Código de Processo Penal Militar (CPPM). Ele está preso desde o dia 23 de junho no 6ª Batalhão da PM, Taquaralto. Na semana passada, o juiz José Ribamar Mendes Júnior, presidente do Conselho da Justiça Militar do Tocantins, negou pedido de liberdade ao PM, alegando que a prisão se sustenta em várias provas apresentada pela corregedoria da PM e pelo Ministério Público Estadual.

Pros e contras

A prisão do militar divide opiniões dentro e fora da corporação. “A prisão dele é um ato de perseguição por parte do governador e do comando da PM, que tem medo dele ser candidato há alguma coisa. Também não se justifica prender alguém, só porque denunciou atos de corrupção no governo. Então eles vão ter que soltar, pois as acusações não se sustentam”, reclamou um militar contrário a reclusão do colega.

Também há quem defenda a prisão dele. “Não creio que ele seja de fato uma pessoa normal, que simplesmente pega um celular e sai por ai fazendo vídeos xingando pessoas, superiores e autoridades sem provas, e o pior, sem dar as pessoas o direito de resposta, isso a meu vê é crime grave, tem que ser apurado mesmo. Então esse exame servirá para provar se ele faz isso por que quer ou porque tem problemas, mas enquanto isso, sou a favor que ele fique preso para não correr riscos”, defende outro militar que pediu para não ser identificado.   

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