Colunas

Detentas participam de atividades alusivas ao Dia da Consciência Negra

Da Redação do CP Notícias

Dia 20 de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra, data significativa para toda sociedade, pois propõe reflexão e conscientização sobre a posição que é dada aos negros em nossa sociedade. A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), realizou durante todo o mês ações reflexivas sobre este dia. Na manhã desta quinta-feira,21, 20 reeducandas da Unidade Prisional Feminina (UPF) de Palmas, administrada pela Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) participaram de evento em alusão ao Dia da Consciência Negra.

A ação foi promovida por professores da Escola Estadual Setor Sul, que possui uma extensão em funcionamento na unidade prisional e faz parte do Projeto Político Pedagógico da escola. A proposta teve intuito de levar as alunas a reflexão sobre a diversidade étnico-cultural, para compreenderem que cada povo possui sua identidade própria, presente nas crenças, costumes, história e organização social, promovendo assim, o crescimento intelectual das alunas.

Durante todo o bimestre as professoras de geografia e história trabalharam em sala de aula temáticas relacionadas ao racismo e Consciência Negra. “As estudantes realizaram durante este período atividades coletivas e individuais sobre a temática proposta, onde elas pesquisaram e discutiram sobre o tema, e hoje apresentaram o resultado dos trabalhos”, conta a coordenadora Francisca Pereira de Sousa.

A chefe da unidade, Cristiane Rodrigues de Oliveira, ressaltou que as ações promovidas pela unidade escolar contribuem no processo de reinserção social das apenadas. “A escola é uma grande parceira da unidade, os projetos desenvolvidos pelas professoras auxiliam no processo de reinserção social das apenadas. Toda atividade educacional e cultural é benéfica para elas, e consequentemente para a unidade”, afirma.

Programação

O evento contou com atividades diversificadas, como: momento devocional, palestra “O Respeito Além das Raças”, desfile sobre a diversidade das mulheres brasileiras, poesias e dança apresentadas pelas estudantes e entrega de certificados as alunas destaques do semestre.

A reeducanda e quilombola,M.R.B., 26, conta que gostou das atividades propostas e também sofreu preconceito pela cor. “É muito legal falar sobre esse tema, pois eu já passei por preconceito, me chamavam de torradinha na escola. Eu nunca fiquei abatida, porque minha cor é linda e tenho muito orgulho, só que tem gente que fica triste e isso não pode acontecer”, disse.  (Com informações da Ascom da Seciju).

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