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Em segundo no ranking, Tocantins registra alta de 44% em casos de mortes violentas em 2018

Da Redação do Portal CP

Dados foram levantados nas secretarias de segurança pública dos estados


O Brasil conseguiu reduzir em 13% o número de mortes violentas em 2018, segundo um levantamento feito pelo portal de notícias da Globo, (o G1). O levantamento é baseado em dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Segundo a pesquisa, foram registrados 51.589 assassinatos no ano passado, ante 59.128 em 2017.

Apesar da queda, o número de vítimas ainda é alto. São 24,7 mortos a cada 100 mil habitantes. O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O Tocantins não avançou neste quesito, pelo contrário, o Estado aparece na segunda posição, com uma alta de 44%. Segundo publica pelo G1, foram 421 casos em 2018, contra 293 em 2017, o Estado fica atrás apenas de Roraima que teve a maior alta: 54%. Foram 345 mortes em 2018, contra 224 em 2017.

Pernambuco foi o que teve a maior redução percentual no número de vítimas de crimes violentos. Foram 4.170 mortes em 2018, contra 5.427 em 2017. Apesar disso, a taxa de mortes a cada 100 mil habitantes continua alta: 43,9.

“Essa redução é fruto de muito investimento e muito trabalho. Ao longo de 2017 e de 2018, o governo do estado fez grandes investimentos na área de segurança. Foi o maior investimento da história de Pernambuco nessa área. Foram construídas novas estruturas para a Polícia Militar, com batalhões no interior, criação de novas estruturas de delegacias especializadas. Também fizemos investimento em pessoal. Fizemos a contratação de mais de 1,5 mil novos servidores da área policial”, afirma o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua.


Os dados, segundo a publicação, coletados mês a mês, não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço ainda será realizado dentro do Monitor da Violência, separadamente, como em 2018.

Análise

Para Bruno Paes Manso, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, a redução das taxas de homicídios ocorrida no Brasil em 2018 joga para as autoridades de justiça e de segurança pública um desafio importante: manter a tendência de queda das mortes intencionais violentas em 2019 e nos próximos anos. “A estabilidade fiscal e política das instituições será fundamental para manter a sustentabilidade da queda por período mais longo. Os riscos de retrocesso e do crescimento da violência são sempre grandes”, afirma.

Amira Bueno e Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dizem que o Brasil dá mostras de que é possível reagir de forma articulada e inteligente à escalada da violência. “Se o poder público e a sociedade aprenderem com as experiências de cooperação e integração de esforços entre diferentes entes e atores como as levadas a cabo em 2018, temos uma oportunidade ímpar de retomar o caminho para um país mais seguro e menos violento.” (Com informações do G1).

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