Cidades

Empresários e trabalhadores protestarão contra o decreto da Prefeitura de Palmas

Manifestação está marcada para quinta-feira, 25, às 14 horas, na frente da Prefeitura de Palmas. Foto: Prefeitura de Palmas

Aline Sêne

Os empresários e trabalhadores do setor de bares, restaurantes e similares estão organizando uma manifestação nessa quinta-feira, 25, na frente da prefeitura, na Avenida JK, em Palmas. O protesto está programado para as 14 horas e tem como objetivo fechar um das vias da JK e os estacionamentos ao lado da prefeitura, mas o trânsito não será obstruído. 

O setor argumenta que mais uma vez o decreto da prefeita Cinthia Ribeiro o afeta diretamente, causando desemprego e fechamento de estabelecimentos, que funcionam apenas no período noturno. O alvo da manifestação é o Decreto 1.996, publicado no Diário Oficial do Município da última sexta-feira, 19, determinando o fechamento dos estabelecimentos comerciais às 20 horas, valendo até o dia 8 de março.

O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Bares e Restaurantes do Estado do Tocantins (Singarehst), Flávio Dias da Silva, informou que o ato de protesto não está sendo encampado pela entidade. O dirigente sindical relata que está tentando uma forma de diálogo com a prefeitura para tentar minimizar o problema. 

O Singarehst protocolará na Prefeitura de Palmas um ofício requerendo sua participação no grupo de trabalho que elaboram os decretos e assim opinar e dar sugestões para minimizar os impactos negativos ao setor. Flávio Dias destacou que orientará o grupo de manifestantes para buscarem o diálogo com gestão antes de tomarem medidas mais enérgicas.

Prefeitura de Palmas

A gestão municipal justificou que a restrição do funcionamento do comércio das 6 às 20 horas tem como objetivo conter o avanço da Covid-19 em Palmas e, em razão do aumento de pessoas internadas e o momento sendo crítico, a prefeitura pede o apoio e colaboração da população e dos empresários. A Prefeitura de Palmas destaca que o serviço de delivery poderá funcionar até meia-noite para atender o estabelecimentos comerciais que funcionam à noite.

A medida não afeta a continuidade dos serviços considerados essenciais, como os postos de combustíveis, farmácias, serviços hospitalares e serviços de hotelaria, como também os demais estabelecimentos regidos por lei Federal.

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