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Justiça nega pedido de revogação da prisão do Pastor e Cabo Nelcivan

Por Dermival Pereira

O juiz José Ribamar Mendes Júnior, presidente do Conselho da Justiça Militar do Tocantins, negou pedido de liberdade ao Cabo da reserva da PM, Nelcivan Costa Feitosa (conhecido como pastor Nelcivan). Ele está preso do 6º Batalhão da PM, em Taquaralto, desde o dia 23 de maio, por ofensas dele ao governador Mauro Carlesse e  contra superiores, considerado crime no Código de Processo Penal Militar (CPPM).

A informação sobre a negativa da Justiça, que teria ocorrido na semana passada, foi confirmada por pessoas próximas ao Militar. Já defesa do Cabo não atendeu nossas ligações para comentar o assunto.

A ação que resultou na prisão de Nelcivan foi movida pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Tocantins que pediu a prisão preventiva do Cabo em um Inquérito Policial Militar aberto para apurar crimes de ofensas.

Nelcivan se tornou conhecido por vídeos publicados na internet em que se autointitula pastor evangélico e cabo reformado da Polícia Militar. Nos vídeos, o militar também define sua atuação como “Patrulha Desmancha Quadrilha”, e sempre com palavras de ordens faz denúncias contra gestores, polícias e principalmente, contra o governador Mauro Carlesse, de quem já estava proibido de falar, por decisão judicial.

Conforme o pedido assinado pelo tenente-coronel Ricardo Apolinário de Carvalho, encarregado do inquérito, com as gravações o pastor tem violado a hierarquia e disciplina dentro e fora da Polícia Militar e ameaçado a paz social, com possíveis danos ao patrimônio de terceiros, numa referência ao radar móvel de uma empresa terceirizada que presta serviço para a prefeitura da Capital, recolhido pelo pastor em uma de suas gravações na Avenida Teotônio Segurado.

O tenente-coronel argumenta que Nelcivan estaria agregando alguns simpatizantes à sua causa, civis e militares. Há um depoimento de um funcionário da empresa de radares afirmando que antes do vídeo de Nelcivan esse tipo de conduta jamais fora registrado, mas após o vídeo viralizar houve outras tentativas de vandalismo contra os aparelhos.

O pedido de prisão foi protocolado na Justiça Militar no dia 25 de abril.

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