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Manobra da Assembleia atinge servidores do quadro geral, PM e Polícia Civil, por dois anos

Por Dermival Pereira

 O polêmico destaque votado em segundo turno pela Assembleia Legislaiva do Tocantins, em sessão extraordinária na noite dessa quinta-feira, 28, e que ao ser rejeitado, quebrou o acordo feito entre os sindicatos e deputados, tornando válido o parágrafo 1º da MP 2, conforme original editado no dia 1º de fevereiro de 2019, causou desconforto não só à entidades classistas, mas também entre deputados aliados do próprio governo, que haviam selado acordo com os sindicatos, no sentido de flexibilizar os impactos da medida.

Neste parágrafo, fica suspenso pelo prazo de 24 meses, a contagem do interstício funcional, bem como os seus efeitos financeiros, o oferecimento e a realização de cursos de formação, as avaliações periódicas de desempenho, no âmbito do sistema de avaliação de desempenho de todos os servidores do Pode Executivo. Também ficam suspensos, conforme especifica a nova lei, as avaliações e procedimentos existentes na Polícia Militar, no Corpo de Bombeiros  e na Polícia Civil do Estado, além das avaliações especiais de desempenho –EAD, que tenha como objetivo a mensuração  da atividade dos servidores para aquisição estabilidade.

Entenda

Após intensas negociações entre deputados e representantes dos servidores públicos, a Medida Provisória nº 2, que trata da suspensão dos reajustes e progressões dos servidores do Executivo estadual, foi aprovado no Plenário. No entanto, no segundo turno de votação, um destaque apresentando ao projeto de lei retirou a manutenção dos benefícios  dos servidores e manteve o texto original encaminhado pelo governo.

A manobra foi recebida com surpresa pelos sindicatos que classificaram o ato como um “golpe”, da Casa contra os servidores.  Conforme o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Tocantins (Sisepe-TO), Cleiton Pinheiro, “nós sofremos um golpe dentro do plenário da Assembleia, uma vez que acordos construídos ao longo desses dois meses, nas comissões e individualmente com os deputados que apresentaram emendas aprovadas nas comissões, foram quebrados”, afirmou logo após a sessão.

A negociação havia sido fechada com os sindicatos e associações dos militares durante toda a tarde, ainda quando a matéria estava sendo discutida nas comissões de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle e na de Administração, Trabalho, Defesa do Consumidor, Transportes, Desenvolvimento Urbano e Serviço Público, presididas pelos deputados Nilton Franco e Elenil da Penha, respectivamente.

Nos bastidores da Casa, ninguém assume a autoria da iniciativa de quebrar o acordo feito com os sindicatos, nem mesmo a líder do governo, deputada Valderez Castelo Branco (PP), apontada como articuladora da medida, a parlamentar não se pronunciou sobre o caso, mas nos bastidores, o deputado Olyntho Neto (PSDB), também é apontado como o mentor da costura.  

Presenças

Estavam presentes no segundo turno de votação os deputados Amália Santana (PT), Antônio Andrade (PHS), Cleiton Cardoso (PTC), Elenil da Penha (MDB), Issam Saado (PV), Ivory de Lira (PPL), Jair Farias (MDB), Jorge Frederico (MDB), Léo Barbosa (SD), Luana Ribeiro (PSDB), Nilton Franco (MDB), Olyntho Neto (PSDB), Ricardo Ayres (PSB), Valdemar Júnior (MDB), Valderez Castelo Branco (PP), Vanda Monteiro (PSL) e Vilmar de Oliveira (SD).

Ausentes

Não participaram da votação em segundo turno, os deputados Amélio Cayres (SD), Cláudia Lelis (PV), Eduardo do Dertins (PPS), Eduardo Siqueira Campos (DEM), Fabion Gomes (PR), Professor Júnior Geo (PROS) e Zé Roberto (PT).


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