Da Redação do CP Notícias
O Ministério Público do Pará abriu procedimento para investigar uma suposta participação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) em casos de torturas e execuções em uma propriedade de sua família, na cidade de São Félix do Xingu.

O ex-governador está preso no Comando Geral da Polícia Militar, em Palmas, há mais de 15 dias. Ele, seu irmão Brito Júnior e seu pai, Brito Miranda, foram capturados durante a operação “12 trabalho, da Polícia Federal que apura o envolvimento dos mirandas em um esquema criminoso que desviou mais de R$ 300 milhões dos cofres públicos. Brito pai, pagou fiança de cerca de R$ 200 mil e foi liberado, já o irmão do ex-governador também permanece preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP).
Conforme aponta as investigações, o caso ocorreu em 2013 e a acusação foi feita à Justiça pelo delator Alexandre Fleury, que em seu depoimento, afirmou que os crimes teriam sido cometidos devido a uma disputa em torno da fazenda, que estava em seu nome, mas que era de propriedade da família do ex-governador.
De acordo com o delator, ele mesmo teria determinado seus funcionários fossem até lá para encontrar-se com Brito Júnior (irmão do ex-governador), que ao lado de policiais militares contratados pela família de Marcelo teriam matado dois deles e desaparecido com um terceiro. Outros dois teriam sido capturados e torturados pelos policiais para fornecer informações.
O promotor de justiça paraense, Carlos Fernando Cruz da Silva, responsável pelo caso, disse que levou em consideração as informações recebidas pela Procuradoria da República do Tocantins de que Marcelo Miranda seria o mandante ou autor intelectual dos crimes. O MP do Pará requereu acesso integral aos termos da delação premiada de Fleury.



