
Por Dermival Pereira
Integrantes da Defensoria Pública do Tocantins (DPE-TO), Ministério Público Estadual (MPE-TO) e da Polícia Civil (PC), estiveram na manhã desta terça-feira, 12, no Hospital Geral de Palmas (HGP), para apurar denúncias de omissão de socorro e falta de medicamentos na unidade hospitalar.
Segundo informações de uma fonte que acompanhou a visita, médicos lotados na unidade teriam relatado aos órgãos e a Polícia Civil, que pelo menos dois pacientes morreram no HGP, nos último dias, por falta de medicamentos.
De acordo com a fonte, um paciente foi a óbito por falta de um medicamento de nome lasix, que custa R$ 0,90 e outra paciente também teria morrido por falta de um filtro para respiração, que tem valor estimado em até R$ 30,00. As denúncias agora serão apuradas pelos órgãos e pela polícia.
Também foi constatado durante a vistoria, conforme as informações repassadas ao Portal CP, que vários pacientes estão aguardando por cirurgias sentados em cadeiras espalhadas pelos corredores do HGP e que há filas se formando no aguardo da retomada de novos procedimentos cirúrgicos, suspensos por falta de leitos pós-operatórios. Equipamentos simples, como seringas e luvas, indisponíveis.
Outra denúncia também feita a Polícia e aos órgãos de fiscalização, é que “o estoque de alguns remédios está vazio, impedindo o prosseguimento do tratamento de enfermos. Pessoas no corredor, inclusive uma criança que completará apenas três anos agora em fevereiro e que pessoas em pós-cirúrgico estão em uma sala improvisada”.
Mais denúncias
Na sexta-feira, 8, profissionais da saúde lotados no HGP, denunciaram ao CP, a falta de vários medicamentos, alguns essenciais à manutenção de pacientes com vida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do hospital. Os profissionais também denunciam a morte de pessoas por falta de insumos, roupas para cirurgias dentre outros itens considerados básicos para o atendimento aos pacientes.
Na ocasião, também foi relatado, que estão em falta, medicamentos como nipride, trídil, dobutamina, heparina, enoxaparina, fenergan, furosemida, bactrim, ceftrioxona, cefalotina, dipirona, a maioria usado em pacientes em estado grave, internados na UTI, estão em falta.
O Portal CP procurou a Secretaria de Estado da Saúde para que a pasta se posicione sobre o assunto e aguarda resposta.



