Colunas

Paciente que aguarda por cirurgia em UTI há 4 meses pode vir a óbito, diz fonte do HGP

Por Dermival Pereira

O  Portal CP recebeu no início da tarde desta quarta-feira, 13, uma nova denúncia referente ao atendimento no Hospital Geral de Palmas (HGP). Trata-se da paciente Francisca Carneiro  Brito, de 52 anos, que deu entrada no HGP no dia 11 de novembro do ano passado e  há quatro meses aguarda na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do HGP, por uma cirurgia de aneurisma  cerebral.

Segundo uma fonte do próprio hospital, que pediu para não se identificar, o procedimento não foi feito por falta de material. “Não tem material para realizar a cirurgia, mas o estado dela é gravíssimo  e pode morrer logo se não operar”, afirma a fonte.

Desde a semana passada, o Portal CP vem publicando várias denúncias de profissionais  da saúde que atuam no HGP, que relatam omissão de socorro à pacientes do hospital por parte da gestão estadual, falta de medicamentos, mortes e superlotação. Nessa terça-feira, 12, o Ministério Público Estadual (MPE), Defensoria Pública Estadual (DPE) e a Polícia Civil estiveram na unidade para averiguar as denúncias.   

Durante a visita, segundo informa a Defensoria, foi constatado que cerca de 50 pacientes estão internados em estado de grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) necessitando de medicamentos que estão em falta. Além disso, conforme relatório cedido pela própria equipe de Farmácia do Hospital Geral de Palmas, 177 medicamentos estão em falta atualmente como, por exemplo, Cefazolina 1g Injetável, Cetoprofeno, Eparina e Fenitoína.

Mortes

Ainda conforme as denúncia recebidas pelos órgãos, um paciente cardiopata com insuficiência respiratória teria morrido por falta de dobutamina (medicamento estimulante do coração), outro em razão da falta de furosemida (mesmo lasix), indicado para tratar hipertensão arterial, – medicamento que custa, em média, R$ 0,90 (noventa centavos) cada. E o terceiro paciente teria falecido por complicações relacionadas à falta de um filtro do respirador (usado para aquecer e umidificar o fluxo de ar), cujo custo médio é de R$ 20 (vinte reais), conforme informações no Hospital.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Crie a sua conta única para todos os produtos do Portal Cleiton Pinheiro

 

Não tem conta?

Anuncie a sua empresa em um dos maiores portais de notícias do Tocantins.