Por Dermival Pereira
Uma indenização milionária paga à pelo menos dez
ex-diretores do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO) está sendo questionada
pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Tocantins (Sinsjusto). Em entrevista ao Portal CP na tarde desta sexta-feira, 15, o presidente do Sinsjusto,
Fabrício Ferreira Andrade, prometeu levar o caso a Corregedoria local e ao
Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Se somados,
os pagamentos dos dez diretores, o valor chega a quase um R$ 1 milhão.
Segundo alega o sindicalista, os beneficiados, em sua maioria, são servidores
efetivos cedidos por outros poderes e que deixaram seus cargos no dia 1º de fevereiro
deste ano. Andrade afirma que “com certeza nós vamos formalizar um pedido de
investigação no CNJ e também na Corregedoria local, queremos esclarecer bem
essa questão, porque esse pagamento vai na contramão do discurso de economizar,
tendo em vista que a indenizações de muitos servidores não estão sendo pagas”,
questiona.
De acordo com o presidente do Sinsjusto, o pagamento das
indenizações já estava previsto para ocorrer em uma folha complementar, no ato
de exonerações. Assim, segundo o presidente, a única que ainda não recebeu, foi
uma servidora integrante do quadro efetivo do Tribunal de Justiça. “Esses
servidores poderiam ter recebido suas férias nos órgãos de origem, agora o que
chama a tenção é que muitos deles, foram exonerados, recebem a indenização e
depois voltaram para o judiciários, quer dizer, ao que parece, só queria
receber a bolada”, questiona Andrade.
TJ responde
O Tribunal de Justiça se posicionou sobre o assunto. Em nota, o órgão disse que
“atual gestão tem conhecimento do pagamento das indenizações em questão e que o
fato está em análise técnica. Caso seja observada alguma incoerência, a mesma
será corrigida”.



