Por Dermival Pereira
O Conselho de Administração do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do
Tocantins (Igeprev-TO) não se reúne desde julho do ano passado. O motivo
segundo explica membros do conselho, é que a gestão do governador Mauro
Carlesse (PHS), não indicou os sete membros que compete ao governo, como prevê
a legislação. O prazo para aprovação de investimento do Instituto termina em
abril.

Sharlles Fernando Bezerra
Incompleto, o conselho fica inviabilizado de se reunir para deliberar sobre assuntos importantes como a aprovação de contas e também sobre a política de investimento do instituto para o exercício 2019. Caso o governo não indique os nomes, segundo pontua membros do conselho, isso pode acarretar em sansões para a gestão, que pode ficar sem repasse de emendas parlamentares e a celebração de convênios.
Representante das entidades militares junto ao Conselho de Administração do Igeprev, o Coronel da Polícia Militar, Joaidson Torres de Albuquerque, relata “o que estamos buscando junto ao presidente do Igeprev e ao governo do Estado é que indique os membros do Conselho, como a parte patronal e que, desde o mês de julho não realiza as reuniões determinadas pela lei”, afirma.
Conforme explica Albuquerque “nossa preocupação é que os atos que estão acontecendo, não estão sendo analisados pelo Conselho, isso precisa ser retornado, para atender aos interesses dos beneficiados”, pontua o Coronel.
Já o suplente do Conselho, o servidor público Rorilândio Nunes dos Santos, também demonstra preocupação com a demora do governo em indicar os membros do Conselho. “Realmente isso nos preocupa, pois desde que o governo Marcelo Miranda foi destituído, o Conselho nunca mais se reuniu porque o atual governo não indicou os conselheiros da parte da gestão, isso é preocupante porque nem as contas do ano passado foram analisadas porque o conselho não se reuniu, já procuramos o presidente e o governo, mas até o momento, nada foi feito”, destaca.
Sisepe
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe-TO), Cleiton Pinheiro também cobra do governo agilidade na indicação dos conselheiros. “Com a mudança de governo no ano passado, naturalmente, os conselheiros do Executivo foram exonerados, tendo em vista que a maioria eram secretários de Estado e o atual governo não fez essa recomposição, o Sisepe já protocolou dois ofícios cobrando essa indicação por parte do Executivo, até porque o Ministério da Previdência exige que o Conselho da Administração do Instituto tenha reuniões mensais”, afirma.
Segundo destaca Pinheiro “a última vez que tratei com o
presidente do Igeprev pessoalmente sobe o assunto, ele me disse que algumas
pastas ainda não fizeram a indicação dos membros, mas como representante dos
servidores, não podemos admitir que o conselho não se reúna por falta de
membros, vamos procurar o Ministério da Previdência para que ele também cobre
do governo essa indicação”, finaliza.
Mais cobranças
Na tarde desta quarta-feira, 27, vários sindicatos e associações ligados aos
servidores públicos estaduais estiveram reunidos com o presidente do Igeprev, Sharlles Fernando Bezerra , para cobrar um posicionamento sobre o caso. O Portal CP também acionou a Secretaria de
Estado da Comunicação (Secom), para obter resposta da gestão sobre o caso e
aguarda resposta.



