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SISEPE chama coletiva para falar sobre suposta propina no PlanSaúde

Por Dermival Pereira

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Tocantins (SISEPE-TO), Cleiton Pinheiro, convocou a imprensa para uma entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, 19. Na pauta está a suspensão do atendimento do Hospital Oswaldo Cruz, em Palmas, aos usuários do PlanSaúde no Tocantins e um áudio vazado através das redes sociais sobre um suposto esquema de cobrança de propina no Plano. O áudio, seria de um dos diretores do hospital que acusa pessoas próximas ao governador Mauro Carlesse (DEM), de cobrar 23% do valor a ser pago pelo Governo aos hospitais pela prestação dos serviços.

O SISEPE quer que a veracidade do áudio seja apurado pelos órgãos de controle do Estado. Ainda no sábado, o presidente do sindicato, Cleiton Pinheiro cobrou do Governo explicações sobre o fim do vínculo entre o Plansaúde e o Oswaldo Cruz.

Nomes ligados a gestão de Carlesse, do dono de uma clínica particular, de um ex-secretário de Carlesse, empresas e de um deputado são citados no áudio da conversa. Sem especificar os reais motivos, o hospital anunciou no sábado, 17, que a partir de hoje, não atenderá mais aos usuários do PlanSaúde.

Conforme o hospital, “diante de todas as dificuldades atuais enfrentadas, com tabelas inviáveis e regulamentos impostos impossíveis de serem seguidos, torna-se inviável continuar com o atendimento ao PlanSaúde, nossa empresa, como unidade de saúde, trabalha prezando a vida do nosso usuário”, relata o hospital na nota.

De acordo com o comunicado, “para uma parceria produtiva, deve envolver a busca da reciprocidade e reconhecimento, para que não sobrecarregue ambas as partes, os acordos devem ser bem claros e de fácil análise. É importante que exista respeito pelo nosso trabalho, nossa história e, principalmente, nosso nome”, explica o hospital. O documento diz ainda que o atendimento será encerrado na próxima segunda-feira,19.

O CP Notícias tentou contato com o Hospital Owaldo Cruz, em Palmas, para que a empresa se posicione sobre o vazamento do áudio. O PlanSaúde também foi acionado, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem. O governo também não se pronunciou sobre o assunto, até o momento.

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